segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Debate no Dia da Consciência Negra


Em comemoração ao dia da consciência negra, o NEABI, através do projeto de extensão: "Arte e discussão: valorizando a cultura indígena e afrodescendente no IFRS- Câmpus Erechim" promoveu um debate, que teve como tema os afrodescendentes, para chamar a atenção para a cultura e a história deste povo. 

O debate teve a intermediação de Monique Milkiewicz Rosset e Maurício de Oliveira, integrantes do grupo MENE (Movimento Étnico-Cultural dos Negros de Erechim) e contou com mais de 50 pessoas da comunidade externa e também de estudantes do IFRS. Todos que estavam presentes, puderam conhecer um pouco mais sobre a África, sua história e construir um novo conceito deste povo, além de tirar dúvidas, conversar sobre diversos tipos de preconceito, educação e muito mais!

Agradecemos a todos que participaram e para ficar por dentro de nossas notícias, todos podem curtir e acompanhar as atividades pelo Facebook do NEABI,- IFRS Câmpus Erechim.











quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Artistas brasileiros celebram o Dia da Consciência Negra nesta quinta, 20



No dia 20 de novembro comemora-se em 1004 cidades brasileiras o Dia da Consciência Negra. O feriado ainda não é unanimidade entre os estados brasileiros. Há locais como o Acre, o Ceará e o Distrito Federal, em que a data não é comemorada oficialmente. O dia 20 de novembro foi escolhido por marcar a morte de Zumbi, último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares. Comemorada há 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi incluída em 2003 no calendário escolar nacional, e só em 2011 foi instituída uma lei em que transforma o dia 20 de novembro, oficialmente, em dia de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra.
Vinícius Romão posa na Lapa, no Rio(Foto: Roberto Teixeira/EGO)Vinícius já retomou sua rotina normal, mas diz quea prisão mudou sua vida(Foto: Roberto Teixeira/EGO)
Para algumas pessoas, o feriado é mais um no calendário anual brasileiro lotado de datas comemorativas. Para outras, principalmente para o movimento negro, é dia para celebrar o orgulho negro e combater o racismo.
Quem viveu a experiência do racismo na pele foi Vínicius Romão. O ator foi preso em fevereiro deste ano acusado de ter agredido e assaltadouma mulher no Méier, Zona Norte do Rio. Cerca de duas semanas depois, a copeira que acusou Vinícius afirmou em novo depoimento que se enganou ao fazer o reconhecimento do ator como o suposto ladrão. Vinícius foi solto. Mas sua vida nunca mais foi a mesma.
Nove meses depois do ocorrido, o EGOconversou com o ator, que falou sobre as lições que ficaram do episódio. "Aprendi muita coisa: a não julgar as pessoas pela aparência, a ouvir o outro, a me colocar no lugar do outro. Aprendi a aproveitar a vida porque uma atitude, uma escolha, em um segundo a vida pode dar um giro e tudo pode mudar. Vejo as coisas de forma diferente agora. Vejo os casos de pessoas falando que são humilhadas, em shopping, por seguranças, fora os casos das redes sociais, e fico ainda mais horrorizado, sinto na pele", lamenta ele.
Vinícius diz que depois do susto já leva uma vida normal: "Consigo sair de casa, por um tempo isso foi difícil. Hoje faço teatro, dança e vou voltar a trabalhar mês que vem. Volto pra loja de roupas em que estava trabalhando". No entanto, ele reitera as dificuldades que os negros ainda anfrentam no Brasil. "A gente tem que fazer tudo em dobro. Qualquer coisa que você alcança, é julgado ou questionado. Se entra na faculdade o mérito é das cotas. Se alcança um status profissional é porque na empresa tinha que ter um negro. As pessoas vão sempre julgar e você tem que ser sempre mais forte do que isso", afirma.
Além de Vinícius, outras personalidades conversaram com o EGO sobre o tema, entre eles Isabel Fillardis, Thiaguinho, Erika Januza, Rafael Zulu, a funkeira Tati Quebra Barraco e o estudante Renê Santos, que ficou conhecido ao narrar, via twitter, a invasão do tráfico de drogas no Complexo do Alemão e a partir de então criou o jornal 'Voz das Comunidades'. Confira.





Thiaguinho (Foto: Thiago Duran/ Ag. News)
Thiaguinho (cantor)"Acho importantíssimo o Dia da Consciência Negra. Até pra lembrar o sofrimento dos negros ao longo da historia do Brasil, desde a época da colonização do país, e a importância do nosso povo negro para a construção desse Brasil. No mundo artístico o negro sempre teve seu destaque...E continua tendo! O talento vem no sangue. Culturalmente, crescemos com muita arte ao redor. Acredito que cada dia mais o negro ocupa posições melhores na sociedade, mas ainda está muito longe do que sonhamos! Precisamos de muito mais oportunidades pra mostrar nosso valor. Todo negro no Brasil já sofreu preconceito e ainda continua sofrendo. Mas nunca fui impedido de realizar algo por isso".

Isabel Fillardis (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Isabel Fillardis (atriz)
"Esse é um dia em que a gente tem que comemorar os avanços e vitórias, independente de ainda não estarmos satisfeitos. Hoje temos algumas manifestações estereotipadas do preconceito, é inadimissível saber que ainda hoje uma pessoa não quer contratar uma outra para determinado emprego por ser negra. Como a pessoa não enxerga tua capacidade mas vê a cor da sua pele? As pessoas acham que o negro não é capaz. Em 2014 ainda convivemos com o preconceito e intolerância, apesar disso, tivemos avanços em aspectos políticos, sociais e temos que comemorar. É dificil ser negra no Brasil, mas difícil ainda é o fato de ser mulher. A mulher negra ainda fica atrás do homem negro. Se você é artista, piorou, porque a batalha é louca, temos que matar um leão por dia".

Rene Silva (Foto: reprodução/instagram)
Renê Silva (estudante, diretor do jornal Voz das Comunidades)"Existe um estereótipo sobre o negro e ninguém quer se arriscar em quebrar isso.Podemos comemorar nossas conquistas de espaços no mundo, mas ainda lamentar o racismo e preconceito que continua acontecendo em toda parte.Eu vejo hoje que existem poucos negros tendo visibilidade diante do trabalho que realizam, mas muitos estão fazendo muito pela transformação social e não tem importância talvez pra mídia. Comigo já aconteceram algumas situações desagradáveis em que me viam de outra forma só por negro, de favela, pobre, etc. As pessoas que estão do outro lado da história sempre te vêem como coitados, miseráveis e não como esperança de um futuro melhor"

Erika Januza (Foto: Roberto Teixeira / EGO)
Erika Januza (atriz)"O mais importante a ser comemorado é que hoje, os negros, independente de qualquer coisa, estão se sentindo mais orgulhosos da sua raça, da sua cor e conquistando cada vez mais espaço. Existe uma maior aceitação em todos os segmentos e mesmo que não houvesse, nós não nos intimidaríamos com isso. Fico muito feliz e realizada ao ouvir as pessoas chegando para mim e dizendo 'Vai lá e nos representa!'. Ouço muito. Também tenho enorme orgulho daqueles que fazem questão de representar a nossa raça, a nossa cor com verdade. Orgulho daqueles que conquistaram seu espaço. Mostram que é possível sermos e estarmos aonde quisermos. A cor da pele não diz quem você é e muito menos seu caráter. Impressionante o quanto é difícil que isso seja compreendido. Ainda precisamos provar o tempo inteiro. Nossa negro hoje quer se sentir representado em todos os segmentos. Queremos a aceitação da nossa cultura, do cabelo estilo blackpower, da nossa estética e de tudo que faz parte do nosso universo. Temos todos os mesmos direitos. E eu sou feliz pela minha cor, pelo que sou e pelas escolhas que fiz".

Rafael Zulu (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Rafael Zulu (ator)"Não me considero um militante. Me vejo como um cara que não tem problema em falar as coisas das quais discorda, um cara que denuncia... Acho que esse é um dos grandes papéis que tenho como artista, aproveitar a voz que a maioria das pessoas não têm. Não abro mão disso. Essa semana, por exemplo, já fui convidado pra fazer alguns ensaios, dar entrevista. Porque só essa semana? Porque não no Natal, ou em junho, ou em qualquer outra data? Acredito que a consciência não é negra, ela é humana, a gente vive num país tão preconceituoso, socialmente e racialmente falando, e é um preconceito que acontece de uma maneira tão velada... A consciência, antes de negra, tem que ser humana. A partir do momento que a gente aceita o ser humano a gente não vê nada com olhos preconceituosos. A sensação que eu tenho é de que nossos filhos e netos ainda vão passar por isso. É um pensamento pessimista, mas real, infelizmente".





Xande de Pilares (Foto: Isac Luz/EGO)
Xande de Pilares (cantor)
"Ser um artista negro no Brasil deve ser difícil como ser artista negro em qualquer país, mas eu procuro ignorar esse tipo de coisa, acho que quando encontramos dificuldades em algo que desejamos, a gente valoriza mais. Meu papel na sociedade é levar alegria e transmitir boas mensagens através da música, porque a música é por onde conseguimos penetrar no coração das pessoas e mandar uma mensagem positiva pra que continuemos a batalha. Já sofri preconceito mas não dou confiança pra esse tipo de atitude, se a gente se aborrece é pior. O ser humano que consegue olhar para o outro e agir com qualquer tipo de atitude agressiva é uma pessoa infeliz, que não tem capacidade para caminhar, não tem ideal. Eu não dou confiança pra isso não. Já dizia o poeta 'É precisa saber viver', e saber viver pra mim é dar atenção totalmente aos meus objetivos. Da minha vida, da minha cor eu tenho orgulho".

Tati Quebra Barraco(Foto: Reprodução/Instagram)
Tati Quebra Barraco (funkeira)"Eu nasci assim, tenho muito orgulho da minha cor. Só de ser reconhecida e respeitada, não só no Brasil como no mundo já é um orgulho e um privilégio. Acho que o racismo sempre vai existir, todo dia a gente sofre preconceito. Acho que devem existir leis mais severas não só contra o racismo, mas contra todos os tipos de preconceito. Vou comemorar o dia da consciência negra com os meus amigos reunidos e uma bela de uma feijoada"


Péricles (Foto: Isac Luz/ EGO)
Péricles (cantor)
"Eu vejo que o racismo se apresenta de várias maneiras: Desde não poder frequentar certas casas noturnas por não pertencer ao 'perfil' do lugar até pessoas que se recusam a ser atendidas, por exemplo, médicos negros. Só a educação pode reverter esse triste quadro. Já sofri preconceito de várias maneiras. Desde perder uma vaga de emprego para alguém de cor de pele diferente até ser impedido de comprar uma TV porque o vendedor não me achou capacitado o suficiente. Acredito que estamos longe de algo perto da igualdade almejada. Temos a juventude negra sem perspectiva de um futuro melhor, ainda temos a desigualdade de salários para mulheres negras em todos os setores do mercado de trabalho, ainda, em 2014, vivemos um retrocesso no tocante à intolerância religiosa. Enfim, temos falhas, mas temos muito a comemorar".


Cacau Protásio (Foto: Isac Luz/EGO)
Cacau Protásio (atriz)"Acho que o racismo aqui no Brasil vem perdendo força. Temos dificuldades? Sim, temos! Mas onde há educação oferecida a todos o cotidiano fica e ficará mais suave e o racismo será imperceptível até sumir, eu creio nisso! Ser um Artista Negro no Brasil nos dias de hoje no meu ponto de vista melhorou muito, mas não podemos deixar de lembrar e agradecer a Grande Otelo, Ruth de Souza, Milton Gonçalves... Esses foram os precursores da Raça Negra e passaram pelas dificuldades e abriram caminho para nós facilitando, e muito, nossa chegada".

Fonte: http://ego.globo.com/famosos/noticia/2014/11/artistas-brasileiros-celebram-o-dia-da-consciencia-negra-nesta-quinta-20.html

domingo, 2 de novembro de 2014

Palestra sobre "A cultura Kaingang", com Danilo Braga

Na última quinta-feira, 30 de outubro, foi realizada uma palestra com Danilo Braga sobre a cultura Kaingang. Na oportunidade, todos os presentes puderam refletir sobre a história dos índios no Brasil, suas crenças e tradições, além de seu estilo de vida.

Após a palestra, foi realizada uma dinâmica para continuar a reflexão sobre os preconceitos que enfrentamos em nossa sociedade, além de debater sobre a palestra e a visão que cada um teve após a fala de Danilo.

Agradecemos a todos que participaram!

No mês de novembro, teremos a Semana da Consciência Negra, com diversas atividades e contamos com a presença de todos!





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ruby Bridges completa 60 anos de vida

O aniversário de Ruby Bridges foi há alguns dias mas deve ser comemorado por todos! 

Ruby foi a primeira criança negra a ir para a escola, com o fim da política de segregação racial nos EUA, em Nova Orleans, em 1960.


Seu primeiro dia de aula foi marcado por xingamentos, medo, racismo. A escola, pasmem, estava vazia, pois os pais não deixaram seus filhos frequentarem o ano escolar com a presença de Ruby. Também não havia professores, apenas umeducador quis dar aula para Ruby. Seus pais foram severamente ameaçados. E, durante meses, ela teve que ir e voltar da escola acompanhada por 4 policiais.

E mesmo quando objetos e xingamentos eram jogados contra seu corpo, com 6 anos de idade, Ruby não desistiu, não chorou, sequer fraquejou. Era uma pequena soldada - palavras de Charles Burks, um dos quatro policiais que a escoltavam.

No ano seguinte, Ruby não estava mais sozinha na escola. Inspirados por sua coragem e pela de sua família outras crianças negras foram matriculadas.





Parabéns Ruby por seus 60 anos de vida!


Vale lembrar que em 1998 foi feito o filme contando a história de Ruby Bridges, mostrando a luta para combater o preconceito e o racismo. 


Fonte: Revista Afirmativa

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sessão de Cinema com o filme 'Duelo de Titãs'

Na última quinta-feira, 16, realizamos uma sessão de cinema com o filme 'Duelo de Titãs' para refletir sobre questões como o preconceito, o racismo, a valorização do próximo e sobre a aceitação das pessoas  diferentes dos padrões sociais de beleza, comportamento e condição física.

Após o filme foram realizadas duas dinâmicas de grupo, que auxiliaram na reflexão dos temas propostos. Os estudantes participaram ativamente das dinâmicas e refletiram sobre alguns exemplos de preconceito e exclusão que podem ser encontrados no dia a dia.

Agradecemos a todos que participaram e convidamos para participarem da próxima palestra, que ocorrerá no dia 30 de outubro, às 17 horas no IFRS Câmpus Erechim com o tema "A cultura Kaingang", com Danilo Braga.





terça-feira, 16 de setembro de 2014

Jovens africanos registram cotidiano dos lugares em que vivem

A maior parte das fotos publicadas sobre a África em todo o mundo é capturada por pessoas de fora e revela temas como a guerra, a pobreza e a vida selvagem.
Para trazer uma nova percepção, sob o ponto de vista dos próprios habitantes, a estudante do Reino Unido Jessica Bishopp levou câmeras para uma escola em Gâmbia e realizou uma oficina para ensinar os alunos a fotografem e registrarem aspectos do dia a dia de suas casas e bairros.
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Dezoito estudantes participaram do projeto e depois registraram as mais diversas situações cotidianas importantes para suas regiões. As imagens revelam outra visão sobre a cultura, as pessoas e a paisagem, que não aparece na mídia mundial. Além disso, elas mostram momentos íntimos e importantes das famílias, como as festas e os rituais.
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Jessica publicou as fotografias no livro “See What I See” (“Veja o que eu vejo”, em português) e exibiu o trabalho em sua universidade, a London College of Communication.
Veja mais imagens do projeto:









Fonte: https://queminova.catracalivre.com.br/ilumina/jovens-africanos-registram-cotidiano-dos-lugares-em-que-vivem/#

Mulher de 99 anos faz um vestido por dia para crianças na África

Lillian Weber, uma simpática norte-americana de 99 anos, que mora no Estado americano de Iowa, é uma costureira de mão cheia. Há três anos, ela conheceu um projeto que auxilia crianças carentes na África e em outros países e resolveu ajudá-las de uma forma inusitada: confecciona um vestido por dia.
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A “Little Dresses for Africa” (“Pequenos Vestidos para a África”) é uma organização cristã sem fins lucrativos que distribui vestidos para orfanatos, igrejas e escolas. Ao longo dos últimos anos, Lillian já doou mais de 840 peças e diz que espera chegar ao número 1000 em breve, quando completar 100 anos.
Para fazer os vestidos, ela reaproveita fronhas e sempre acrescenta algum detalhe para torná-los mais especiais. Ela não economiza esforços para personalizar suas criações e deixá-las ainda mais bonitas, alegrando a vida de uma menina no outro continente.
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O que torna a história de Lillian ainda mais surpreendente é sua idade, que não a impede de iniciar a produção de um novo vestido todas as manhãs, fazer uma pausa ao meio-dia e terminar no fim da tarde.
A nonagenária costura para para o projeto desde 2011, quando ela e um grupo de mulheres de mais de 80 anos decidiram apoiar a organização. Até agora, o projeto já distribuiu 2,5 milhões de peças em 47 países. Recentemente, Lillian foi indicada para o prêmio “Pay It Forward”, da rede de televisão WQAD.
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Fonte: https://queminova.catracalivre.com.br/ilumina/mulher-de-99-anos-faz-um-vestido-por-dia-para-criancas-na-africa/

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Rede social inovadora para a melhoria da saúde em África

No quinto ano do programa «Volunteer Achievement», a Fundação Botín reconheceu a Medting + Salud 2.0 pela sua inovação, sustentabilidade e pelo alto impacto social. A iniciativa é um dos 13 projectos escolhidos pela Fundação entre os 550 que foram apresentados este ano. Criada pela Best Doctors, a Medting é uma ferramenta que permite aos médicos partilhar informações de como trabalham num diagnóstico e tratamento do doente. Com um funcionamento semelhante a uma rede social, a Medting dispõe de toda a segurança e protecção de dados, dando a máxima garantia aos pacientes e está equipada com um poderoso sistema de tradução e uma excelente capacidade de visualização de imagens.Com o intuito de promover a comunicação e testes médicos precisos, a Medting colocou até agora mais de 100 voluntários espanhóis em contacto com os hospitais africanos. Teleasistencia / Salud 2.0, um projecto da Medting com a Fundação Recuperar Hospitais para África, combina cuidados de saúde, formação e investigação numa plataforma focada na melhoria de saúde para os pacientes africanos com baixos recursos económicos. «Graças a estas iniciativas, os médicos espanhóis podem fazer um diagnóstico a centenas de quilómetros de distância, com base no histórico médico do doente e informações partilhadas na rede pelos médicos africanos», explica Enrique Cardona, vice-presidente da Best Doctors Services para a Europa, Ásia e Australásia.Ao mesmo tempo, o intercâmbio de conhecimentos promove uma melhor formação para os médicos africanos e a oportunidade para os especialistas espanhóis partilharem casos de doenças não antes observadas em Espanha. Os resultados alcançados têm dado origem a vários estudos de caso e artigos académicos divulgados em várias publicações científicas. Para a Best Doctors, trabalhar ao lado da Fundação Recuperar está completamente de acordo com o espírito de contribuição social que define as actividades da empresa. «A nossa missão é oferecer aos doentes o acesso a qualquer especialista no mundo, para poderem obter o diagnóstico e tratamento, independentemente da distância ou do país», afirma Miguel Cabrer, vice-presidente de Inovação da Best Doctors. A Medting é uma ferramenta desenhada para facilitar o contacto e a colaboração entre a comunidade médica, permitindo a troca de casos clínicos e imagiologia médica. Dentro da Best Doctors, a Medting é usada para a troca de casos médicos e informações integrada na InterConsultation, especialista no serviço de segunda opinião médica, em todo o mundo.  Best Doctors: Voluntariado activo na Europa A Best Doctors também participa no programa «Nador-Madrid Green Passageway», patrocinado pela Fundação Adelias, que presta assistência a bebés e crianças de famílias carentes da cidade de Nador, localizada em Rif, região no norte de Marrocos. Graças ao «green passageway» entre Madrid e Nador, as crianças recebem tratamento para várias condições médicas, especialmente relacionadas com o coração. Para os casos que necessitam de intervenção cirúrgica urgente, o programa fornece uma transferência para o Sanitas Hospital, em Madrid. A Best Doctors também tem tido um papel activo noutros projectos na Europa, tais como o Fundo Holandês de Desporto para a Juventude, o Programa de férias para crianças na Holanda, Villa Pardoes, a Fundação Make a Wish e Gente Com Ideias, programa de responsabilidade social em Portugal.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=716474

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Música Sul-Africana

A música sul-africana apresenta tanto a forma popular como a folclórica. Alguns grupos musicais mantém os ritmos do país, bem como a língua de sua cultura, o africanês, essas também começaram a fazer sucesso pelo mundo. O estilo mais conhecido é o kwaito, preservado por vários músicos tradicionais, como Ladymith Black Mambazo e o Quarteto de Cordas Soweto.
Na África do Sul é realizado o Cape Town Away (distante Cidade do Cabo), um festival internacional de jazz, que acontece desde o ano de 2000.

Espetáculos musicais Sul-Africanos são reconhecidos mundialmente

O festival tem feito tanto sucesso que já foi comparado ao festival de Montreal, realizado na Suíça, e ao Mar do Norte Jazz Festival, na Holanda. O público presente passou, nos últimos anos, de quatorze mil para trinta e duas mil pessoas. As apresentações contam com a participação de mais de quarenta artistas internacionais, sendo considerado o evento mais prestigiado do continente africano.
Hoje contam com uma exposição sobre o festival, através de fotografias e documentos do passado, o surgimento e crescimento da economia e a popularidade do jazz.
A sociedade sul-africana de música é aberta a todos os interessados em música. Os membros dessa sociedade são pessoas que apoiam os objetivos da instituição, como o desenvolvimento de musicologia do país. A sociedade patrocina reuniões e congressos regionais, oferece revista própria.
Essa sociedade faz a publicação de uma revista oficial sobre música e educação musical. O objetivo é buscar a reflexão da música no país, bem como chamar a atenção para a música sul-africana e sua divulgação no mundo.

Fonte: http://www.brasilescola.com/africa-do-sul/musica-sulafricana.htm

A vida dos índios de 1500 aos dias de hoje

Os grupos indígenas caçavam, pescavam, colhiam frutas e raízes, plantavam vegetais e faziam vários objetos e armas. As terras onde viviam pertenciam a todos. Havia lugar para abrigar todas as pessoas e o trabalho era dividido entre homens e mulheres.
O contato com os portugueses, e posteriormente com outros povos que vieram para o Brasil, tornou impossível para os grupos indígenas continuarem a viver do seu modo tradicional.



Os indígenas precisaram abandonar suas terras ou mudar seu modo de vida. Por isso, muitos costumes deles se perderam com o contato com outras culturas e hábitos. Aqueles que decidiram viver nas cidades tiveram que se adaptar ao novo modo de vida e passaram a usar roupas, comprar alimentos e objetos industrializados. Alguns grupos que se mudaram para áreas mais isoladas no interior, em regiões mais afastadas, começaram a vender produtos agrícolas e artesanato próprio.

Atualmente, muitos grupos indígenas buscam cada vez mais preservar as tradições e costumes ancestrais, e ao mesmo tempo querem entender e adquirir o saber do homem branco para o seu povoado. Várias comunidades indígenas da Amazônia criaram um modelo de ensino que revolucionou o aprendizado do povoado.
Os indígenas acreditam que o aprendizado deve ser realizado de forma em conjunto, ou seja, o aprendizado deve ser uma troca entre o professor e o aluno. Ambos devem trocar as experiências, pois ninguém é dono do conhecimento, e todos devem juntos descobri-lo.
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É dessa forma que deve ser em todo o aprendizado, ou seja, uma troca de experiências em que o professor deve aprender com o aluno e vice-versa. Esse novo método de ensino foi criado pelos próprios índios que entendem que valores e princípios devem ser resgatados e preservados, além de realizarem pesquisas importantes para a sustentabilidade da região em que vivem.

Fonte: http://www.colegioweb.com.br/curiosidades/vida-dos-indios-de-1500-aos-dias-de-hoje.html

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Década de Afrodescendentes é tema de reunião sobre desigualdade racial na América Latina e no Caribe

Brasília recebeu nos dias 20 e 21 de março, a Reunião Regional da América Latina e do Caribe sobre a Década de Afrodescendentes. Organizada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPIR/PR) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro reuniu representantes dos governos, organismos multilaterais, gestores e representantes da sociedade civil para estimular a cooperação e troca de experiências entre os países participantes, por ocasião da Década de Afrodescendentes. 


O objetivo geral do encontro foi a articulação de uma agenda comum e o fortalecimento dos compromissos assumidos ao longo de 12 anos após a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (III CMR), realizada em 2001 em Durban, na África do Sul. A reunião foi uma oportunidade para avaliar a experiência recente, revisitar propostas existentes e estabelecer prioridades e estratégias de atuação que abrem um novo ciclo na agenda de enfrentamento ao racismo e à discriminação racial.
O evento contou com diversos painéis de discussão sobre a situação dos afrodescendentes no Brasil e nos países envolvidos, além de ter abordado temas como o racismo e a intolerância.
Durante a cerimônia de abertura do evento, no Auditório do Instituto Rio Branco, em Brasília, o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Jorge Chediek, falou sobre a importância do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para todos, independentemente de raça e cor, e lembrou que a maioria das vítimas de violência no Brasil ainda é negra.
“O Brasil, embora tenha avançado muito no alcance dos ODM, ainda tem uma realidade de iniquidade muito extrema e a dimensão racial é um elemento muito importante nessa luta”, disse. “Nós estamos trabalhando com o governo do Brasil para melhorar essa situação”, acrescentou.
A ministra Luiza Barros, que também participou da mesa de abertura do evento, ressaltou que a cooperação internacional é um dos principais caminhos para a abertura de uma nova geração de políticas raciais. “Vamos fazer um esforço para usar os nossos países como referência tendo sempre em perspectiva uma ação que possa ser feita de maneira conjunta”, afirmou.

Fonte: http://www.onu.org.br/decada-de-afrodescendentes-e-tema-de-reuniao-sobre-desigualdade-racial-na-america-latina-e-no-caribe/

A situação atual dos índios no Brasil

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a atual população indígena do Brasil é de aproximadamente 345.000 indivíduos, representando 0,2% da população brasileira. Este dado considera apenas aqueles que vivem em aldeias. Há, contudo, estimativas de que existam 190 mil vivendo fora das terras indígenas, inclusive em áreas urbanas.
A população indígena no País vem aumentando de forma contínua, a uma taxa de crescimento de 3,5% ao ano. Esse número tende a crescer devido à continuidade dos esforços de proteção dos índios brasileiros, queda dos índices de mortalidade, em razão da melhora na prestação de serviços de saúde, e de taxas de natalidade superiores à média nacional. Existem cerca de 53 grupos ainda não contatados, além daqueles que esperam reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista FUNAI.
Cerca de 60% dos índios do Brasil vive na região designada como Amazônia Legal, mas registra-se a presença de grupos indígenas em praticamente todas as Unidades da Federação. Somente nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí e no Distrito Federal não registra-se a presença de grupos indígenas.



De acordo com a FUNAI os índios brasileiros estão divididos em três classes: os isolados, considerados aqueles que “vivem em grupos desconhecidos ou de que se possuem poucos e vagos informes através de contatos eventuais com elementos da comunhão nacional”; os em via de integração, aqueles que conservam parcialmente as condições de sua vida nativa, “mas aceitam algumas práticas e modos de existência comuns aos demais setores da comunhão nacional”; e os integrados, ou seja, os nativos incorporados à comunhão social e “reconhecidos no pleno exercício dos direitos civis, ainda que conservem usos, costumes e tradições características da sua cultura”. Segundo a legislação brasileira, o nativo adquire a plena capacidade civil quando estiver razoavelmente integrado à sociedade. Para que tal aconteça, é necessário que tenha boa compreensão dos usos e costumes da comunhão nacional, conheça a língua portuguesa e tenha a idade mínima de vinte e um anos.
No plano externo, o Brasil desenvolve ampla cooperação sobre questões indígenas. O acordo firmado com a Alemanha, no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), deu novo impulso a esse intercâmbio, particularmente no que se refere à demarcação de terras indígenas. O Projeto Integrado de Proteção às Populações e Terras Indígenas da Amazônia Legal (PPTAL), implementado pela FUNAI, é fruto da parceria entre o Governo brasileiro, o governo alemão e agências internacionais de apoio técnico e financeiro, tais como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Banco Mundial. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida das populações indígenas e promover a conservação dos recursos naturais através da garantia da demarcação de 160 terras indígenas da Amazônia Legal, abrangendo um total de 45 milhões de hectares. O PPTAL estimula a participação das comunidades e organizações indígenas por meio do apoio a Projetos de Acompanhamento de demarcações em andamento e de Planos de Vigilância para terras já demarcadas. Prevê, ainda, o apoio a ações de capacitação ligadas à gestão e proteção territorial por parte dos índios do Brasil.

Fonte: http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/a-situacao-atual-dos-indios-do-brasil